Brasilândia recebe Feira Circuito Cultural com lançamento de projetos, mapeamento cultural e fortalecimento da economia solidária
No último final de semana, dia 20 de junho, a Fábrica de Cultura da Brasilândia recebeu um importante encontro de articulação, cultura, economia solidária e desenvolvimento territorial. O espaço foi palco do lançamento do Mapeamento dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Cultura, realizado no âmbito do projeto Base de Apoio Solidário – Trampo & Cultura, uma iniciativa vinculada ao Ministério da Cultura – MinC.
Na mesma ocasião, também aconteceu o lançamento do projeto SP Solidária, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, fortalecendo ainda mais o compromisso com a valorização dos territórios, dos coletivos culturais, dos trabalhadores e trabalhadoras da cultura e das iniciativas de economia popular e solidária.
Aproveitando esse momento especial, o Instituto Redes para o Desenvolvimento realizou a Feira Circuito Cultural – Edição Noroeste, reunindo coletivos, grupos produtivos e iniciativas apoiadas pelos projetos desenvolvidos pelo Instituto. A feira foi um espaço de exposição, comercialização, diálogo e troca de experiências, reafirmando a importância de fortalecer redes locais, gerar oportunidades e dar visibilidade às potências culturais e econômicas das periferias.
Um dos destaques da atividade foi a presença significativa dos indígenas da Aldeia Tekoá Pyau, que trouxeram sua força, identidade, memória e contribuição para a construção coletiva do encontro. Sua participação reforçou a importância do respeito à diversidade cultural, aos saberes tradicionais e à presença dos povos originários nos espaços de articulação comunitária.
A programação contou ainda com uma apresentação cultural do Slam com X do ABC, com a presença de Ro Marks, trazendo poesia, expressão periférica e arte como ferramentas de reflexão e transformação social. A atividade reafirmou o papel da cultura como linguagem viva dos territórios e como instrumento de denúncia, resistência, pertencimento e esperança.
Outro momento importante foi a roda de conversa com a professora Ana Rita, do Senac SP, que contribuiu com reflexões sobre cultura, trabalho, formação e possibilidades de fortalecimento dos empreendimentos, coletivos e trabalhadores da economia criativa e solidária.
A Feira Circuito Cultural – Edição Noroeste foi marcada por encontros, partilhas e construção coletiva. Mais do que uma feira, foi um espaço de reconhecimento das iniciativas que nascem e resistem nos territórios, mostrando que a cultura, a solidariedade e a organização comunitária são caminhos fundamentais para promover desenvolvimento, cidadania e transformação social.
O Instituto Redes agradece a todos os coletivos, parceiros, participantes, trabalhadores da cultura, empreendedores solidários, artistas, lideranças comunitárias e instituições que contribuíram para a realização deste momento potente na Brasilândia.